Sistema de Cotas Raciais Obtém Vitória no STF

Postado em 01. ago, 2009 por Hamilton em Notícias

Sistema de Cotas Raciais Obtém Vitória no STF

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou hoje (31) o pedido de liminar ajuizado pelo partido Democratas (DEM) para suspender a adoção pela Universidade de Brasília (UnB) de cotas para admissão de vestibulandos negros.

“Embora a importância dos temas em debate mereça a apreciação célere desta Suprema Corte, neste momento não há urgência a justificar a concessão da medida liminar”, afirmou Gilmar Mendes.

O caso ainda será julgado no mérito pelo plenário da Corte, mas até lá os procedimentos de matrícula na universidade poderão seguir normalmente.

“A interposição da presente arguição ocorreu após a divulgação do resultado final do vestibular 2/2009, quando já encerrados os trabalhos da comissão avaliadora do sistema de cotas. Assim, por ora, não vislumbro qualquer razão para a medida cautelar de suspensão do registro (matrícula) dos alunos que foram aprovados no último vestibular da UnB ou para qualquer interferência no andamento dos trabalhos na universidade.”

Na ação ajuizada no último dia 21, os advogados do DEM alegavam que o sistema de cotas raciais da UnB viola diversos preceitos fundamentais fixados pela Constituição de 1988, como a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação, supostamente afetando o próprio combate ao racismo.

Entretanto, os pareceres encaminhados ao STF pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Advocacia Geral da União (AGU) foram contrários à ação.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ressaltou que a própria Constituição Federal consagrou expressamente as políticas de ação afirmativa “em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade“.

Gurgel citou em seu parecer que 35 instituições públicas de ensino superior no Brasil adotam políticas de ação afirmativa para negros, das quais 32 prevêem mecanismo de cotas e outras três adotam sistema de pontuação adicional para negros. Segundo o procurador-geral, a eventual concessão do pedido do DEM pelo STF “atingiria um amplo universo de estudantes negros, em sua maioria carentes, privando-os do acesso à universidade”.

O parecer enviado pela AGU defendeu a política de cotas como uma obrigação do Estado brasileiro, respaldada na Constituição e fundamental para a redução das desigualdades no país.

Sou totalmente contra as cotas raciais e a qualquer tipo de cota, porém se houver a necessidade de termos algum tipo de cota, que sejam as cotas sociais. Estas sim são “em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade”, ao contrário do entendimento do procurador-geral da República, o senhor Roberto Gurgel, que opta pelas cotas raciais para resolver um problema social, é o mesmo que querer melhorar o português de uma pessoa dando-lhe aulas de inglês, só vai piorar a situação. Outra medida tola é adotar um sistema de pontos adicionais para negros, é o mesmo que chamar toda a raça de burra, um verdadeiro absurdo.

A liminar foi indeferida, porém ainda falta julgar a ação, espero que o DEM tenha sucesso, é um avanço para o Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou hoje (31) o pedido de liminar ajuizado pelo partido Democratas (DEM) para suspender a adoção pela Universidade de Brasília (UnB) de cotas para admissão de vestibulandos negros.

“Embora a importância dos temas em debate mereça a apreciação célere desta Suprema Corte, neste momento não há urgência a justificar a concessão da medida liminar”, afirmou Gilmar Mendes.

O caso ainda será julgado no mérito pelo plenário da Corte, mas até lá os procedimentos de matrícula na universidade poderão seguir normalmente.

“A interposição da presente arguição ocorreu após a divulgação do resultado final do vestibular 2/2009, quando já encerrados os trabalhos da comissão avaliadora do sistema de cotas. Assim, por ora, não vislumbro qualquer razão para a medida cautelar de suspensão do registro (matrícula) dos alunos que foram aprovados no último vestibular da UnB ou para qualquer interferência no andamento dos trabalhos na universidade.”

Na ação ajuizada no último dia 21, os advogados do DEM alegavam que o sistema de cotas raciais da UnB viola diversos preceitos fundamentais fixados pela Constituição de 1988, como a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação, supostamente afetando o próprio combate ao racismo.

Entretanto, os pareceres encaminhados ao STF pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Advocacia Geral da União (AGU) foram contrários à ação.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ressaltou que a própria Constituição Federal consagrou expressamente as políticas de ação afirmativa “em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade“.

Gurgel citou em seu parecer que 35 instituições públicas de ensino superior no Brasil adotam políticas de ação afirmativa para negros, das quais 32 prevêem mecanismo de cotas e outras três adotam sistema de pontuação adicional para negros. Segundo o procurador-geral, a eventual concessão do pedido do DEM pelo STF “atingiria um amplo universo de estudantes negros, em sua maioria carentes, privando-os do acesso à universidade”.

O parecer enviado pela AGU defendeu a política de cotas como uma obrigação do Estado brasileiro, respaldada na Constituição e fundamental para a redução das desigualdades no país.

Sou totalmente contra as cotas raciais e a qualquer tipo de cota, porém se houver a necessidade de termos algum tipo de cota, que sejam as cotas sociais. Estas sim são “em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade”, ao contrário do entendimento do procurador-geral da República, o senhor Roberto Gurgel, que opta pelas cotas raciais para resolver um problema social, é o mesmo que querer melhorar o português de uma pessoa dando-lhe aulas de inglês, só vai piorar a situação. Outra medida tola é adotar um sistema de pontos adicionais para negros, é o mesmo que chamar toda a raça de burra, um verdadeiro absurdo.

A liminar foi indeferida, porém ainda falta julgar a ação, espero que o DEM tenha sucesso, é um avanço para o Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, negou hoje (31) o pedido de liminar ajuizado pelo partido Democratas (DEM) para suspender a adoção pela Universidade de Brasília (UnB) de cotas para admissão de vestibulandos negros.

“Embora a importância dos temas em debate mereça a apreciação célere desta Suprema Corte, neste momento não há urgência a justificar a concessão da medida liminar”, afirmou Gilmar Mendes.

O caso ainda será julgado no mérito pelo plenário da Corte, mas até lá os procedimentos de matrícula na universidade poderão seguir normalmente.

“A interposição da presente arguição ocorreu após a divulgação do resultado final do vestibular 2/2009, quando já encerrados os trabalhos da comissão avaliadora do sistema de cotas. Assim, por ora, não vislumbro qualquer razão para a medida cautelar de suspensão do registro (matrícula) dos alunos que foram aprovados no último vestibular da UnB ou para qualquer interferência no andamento dos trabalhos na universidade.”

Na ação ajuizada no último dia 21, os advogados do DEM alegavam que o sistema de cotas raciais da UnB viola diversos preceitos fundamentais fixados pela Constituição de 1988, como a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação, supostamente afetando o próprio combate ao racismo.

Entretanto, os pareceres encaminhados ao STF pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Advocacia Geral da União (AGU) foram contrários à ação.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ressaltou que a própria Constituição Federal consagrou expressamente as políticas de ação afirmativa “em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade“.

Gurgel citou em seu parecer que 35 instituições públicas de ensino superior no Brasil adotam políticas de ação afirmativa para negros, das quais 32 prevêem mecanismo de cotas e outras três adotam sistema de pontuação adicional para negros. Segundo o procurador-geral, a eventual concessão do pedido do DEM pelo STF “atingiria um amplo universo de estudantes negros, em sua maioria carentes, privando-os do acesso à universidade”.

O parecer enviado pela AGU defendeu a política de cotas como uma obrigação do Estado brasileiro, respaldada na Constituição e fundamental para a redução das desigualdades no país.

Sou totalmente contra as cotas raciais e a qualquer tipo de cota, porém se houver a necessidade de termos algum tipo de cota, que sejam as cotas sociais. Estas sim são “em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade”, ao contrário do entendimento do procurador-geral da República, o senhor Roberto Gurgel, que opta pelas cotas raciais para resolver um problema social, é o mesmo que querer melhorar o português de uma pessoa dando-lhe aulas de inglês, só vai piorar a situação. Outra medida tola é adotar um sistema de pontos adicionais para negros, é o mesmo que chamar toda a raça de burra, um verdadeiro absurdo.

A liminar foi indeferida, porém ainda falta julgar a ação, espero que o DEM tenha sucesso, é um avanço para o Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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2 Comentários

Fakoso

07. ago, 2009

Rasgaram o conteúdo jurídico do princípio da igualdade…

Luciano

09. set, 2009

Cotas de discriminação racial é uma abominação tão absurda que só pode ser defendida por ignorância ou por oportunismo político.
Como no Brasil não falta ignorantes e muito menos políticos oportunistas esse absurdo, que atenta contra a ordem social encontra adeptos e acaba sendo aprovada no nosso pseudo-país.
Espero que essa política absurda e inconstitucional seja abolida no Brasil.
PS : Nunca estudei direito, mas é o básico do básico … por favor.