As Condições Socioeconômicas da Educação e seus Reflexos na Relação Ensino Aprendizagem.

Em uma visão geral a educação é uma combinação de aprendizagem e aperfeiçoamento; e há bem pouco tempo atrás a educação tida como informal era a principal responsável pelo desenvolvimento moral das pessoas e por seu preparo básico para vida em sociedade. Isso porque, o ritmo de vida era mais lento o que possibilitava um contato maior das crianças em formação com os seus pais e parentes que tinham como principal objetivo passar os costumes e tradições da família para seus filhos.

Porém, no mundo atual a realidade é bem diferente, o modo de vida capitalista e globalizado dificulta o convívio em família nas quais a maioria das pessoas adultas passam a maior parte do tempo fora de casa, se locomovendo, trabalhando e estudando de maneira formal; atitudes cada vez mais valorizadas pela difusão dos conhecimentos técnicos e científicos.

Percebe-se dessa maneira que a entrada das crianças nas escolas acontece cada vez mais cedo, sendo perfeitamente aceitável que estas convivam mais no ambiente escolar do que com os pais e parentes normalmente ocupados com obrigações extras familiares. Tamanho sacrifício tem sido feito, pois se tornou praticamente indispensável a boa formação escolar, requisito que gera oportunidade para a conquista de novos relacionamentos, de melhores postos de trabalho, de uma remuneração mais digna e é claro de projeção social. E é pensando nessa satisfação social que se deve encarar o direito a educação tanto na família quanto na escola como direito fundamental da pessoa humana.

A possibilidade educacional não pode estar vinculada apenas ao nível socioeconômico dos alunos e professores, diversos fatores devem ser levados em consideração; os valores dominantes na sociedade, os costumes, a religião, tudo é importante e deve ser usado de forma direta ou indireta na educação de qualquer nível, formando um conjunto, ou seja, um sistema educacional homogêneo.

E para que esse sistema educacional funcione de maneira correta é preciso que as escolas (de qualquer nível) objetivem a boa formação dos alunos e seu preparo para atuar na sociedade, tendo a consciência de que são necessárias mudanças em pontos estratégicos, tais como: as barreiras socioeconômicas da aprendizagem e da educação.

Assim, para que as barreiras socioeconômicas, caiam é necessário que as verbas destinadas a educação sejam melhor aproveitadas e que o mínimo que deve ser repassado por obrigação Constitucional seja realmente usando para a construção, reforma e manutenção das escolas de todo o pais. Além disso, é fundamental que os governos invistam na capacitação dos professores, melhorando e aumentando seus conhecimentos, possibilitando a utilização de novas técnicas de ensino, satisfazendo os alunos e os profissionais que terão a possibilidade real de aumentar seus rendimentos e viver melhor.

Outra exigência para a melhoria da educação é dar verdadeira oportunidade a todos sem qualquer distinção. Não adianta nada dizer que todos têm direito de ir a escola, se não existe possibilidade de concretizar esse direito. Na realidade, não esta assegurado à todos o direito a educação onde não existe escola, onde os usuários não podem pagar taxas do ensino privado ou mesmo quando os alunos não tem acesso a livros e outros materiais indispensáveis ao seu preparo.

A efetivação desses fatores conjugados com a consciência dos professores de que não importa a classe social a qual o aluno pertença; eles sempre partirão do mesmo ponto tendo como objetivo atingir o seu máximo, que deve ser estimulado e filtrado pelos profissionais de educação. E que não bastam programas de inclusão social para resolver os problemas da educação, já que cabe ao professor evitar os conflitos de classes, as discriminações e os preconceitos, maximizando suas ações voltando todo tempo possível para o aprendizado e preparo dos alunos. Atitudes que serão possíveis graças a reestruturação física e intelectual (escola e professor) que deve ser acontecer concomitantemente com a mudança de visão e atitudes (governantes), possibilitando uma mudança radical nas relações professor/ aluno/ professor, escola/ professor/ escola e escola/ aluno/ escola.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CURY, Augusto Jorge. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
DALLARI, Dalmo de Abreu. Direito Humanos e Cidadania. 2ª ed. reform. São Paulo: Moderna, 2004.
DEMO, Pedro – Aprender: Sabedoria dos Limites e Desafios – Texto Utilizado na Tarefa – FVG.

SITE CONSULTADOS:

COSTA, Adalvo da Paixão Antonio. O Conteúdo Afetivo No Currículo Escolar. Disponível em: . Acesso em:13 jan. 2008.

[1] Texto apresentado como Trabalho de Conclusão de Módulo e em cumprimento às exigências de avaliação do Curso de Pós – Graduação em Livre Docência da Fundação Getúlio Vargas – FGV.
[2] João Rodholfo Wertz dos Santos. Advogado, Professor Universitário na cadeira e Direito de Família, Pós – Graduando em Livre Docência pela Fundação Getulio Vargas – FGV e Pós – Graduado em Direito Civil e Processo Civil da Faculdade de Ciência Humanas, Letras e Exatas de Rondônia ¬ – FARO. E-mails: [email protected]

Sobre João Rodholfo

Editor do blog, trabalha como advogado e professor universitário. Judoca aposentado. Site: WS - Advocacia e Consultoria.

Gostou deste artigo? Então receba nossas atualizações por email! É grátis!

Insira seu email: